Uma das perguntas que mais escuto no consultório é: por que o Presbyond custa mais do que a cirurgia a laser que um amigo ou parente fez? A resposta não está em um único item, e sim na soma de seis fatores objetivos — tecnologia, disponibilidade, certificação do cirurgião, técnica cirúrgica, avaliação pré-operatória e tempo médico dedicado.
Antes de falar de custo, vale situar o procedimento. O ZEISS Presbyond Laser Blended Vision é uma estratégia de correção a laser para a presbiopia (vista cansada), condição que, segundo estudo publicado na revista Ophthalmology, atingia cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo em 2015 (Fricke e colaboradores, 2018). Diferentemente de uma refrativa convencional, que corrige o grau de cada olho para longe, o Presbyond planeja uma estratégia óptica binocular: reduzir a dependência dos óculos para longe, meia distância e perto ao mesmo tempo, em pacientes com presbiopia.
Essa camada extra de engenharia é o fio condutor dos seis fatores detalhados nesta página: a plataforma dedicada e seu custo, a escassez de centros equipados, o funil de certificação de cirurgiões, a exigência de experiência prévia em FemtoLASIK, a avaliação pré-operatória ampliada e a consulta mais longa. Para entender como o Presbyond se posiciona entre as técnicas, veja também a diferença entre LASIK, PRK, SMILE e Presbyond.