Presbyond

Quem pode e quem não pode fazer o Presbyond

Os critérios que a Dra. Ana Vega usa para indicar o Presbyond: grau, córnea, saúde dos olhos e adaptação à técnica. E quando ela não indica.

Conteúdo médico escrito e revisado por: Dra. Ana Vega Carreiro de Freitas, médica oftalmologista · CRM-SP 188301 | RQE 85160 · Atualizado em 19 de outubro de 2026

Resposta direta

Quem pode fazer o Presbyond?

O Presbyond é avaliado para pessoas a partir dos 40 anos com vista cansada (presbiopia), com ou sem miopia, hipermetropia ou astigmatismo, que querem depender menos dos óculos de perto. Nem todo paciente que tem um grau compatível com o Presbyond pode fazer a cirurgia.

Além do grau, a Dra. Ana Vega avalia a saúde dos olhos, a espessura e o formato da córnea, a presença de catarata e a capacidade de adaptação à técnica. Só depois dos exames se sabe se o Presbyond é o caminho para cada pessoa.

Avaliação

O que é avaliado antes de indicar o Presbyond

O Presbyond ajusta cada olho para uma faixa de distância e conta com o cérebro para combinar as duas imagens. Por isso a avaliação olha para os olhos um a um e também para a forma como eles funcionam juntos.

O que é avaliadoPor que importaComo é medido
CórneaO laser age na córnea. Ela precisa ter espessura, formato e regularidade adequadosTopografia e tomografia da córnea
Saúde dos olhosDoenças da retina, olho seco intenso e outras alterações mudam a indicaçãoExame de fundo de olho, avaliação da superfície ocular e medida da pressão ocular
CristalinoO Presbyond é feito na córnea; o cristalino precisa estar transparente e funcionando bemExame com lâmpada de fenda
Adaptação à técnicaO Presbyond usa uma pequena diferença de foco entre os olhos para dar visão de longe e de pertoTeste de dominância e teste de tolerância, feitos no consultório, sem lente de contato
Grau e estabilidadeO grau precisa estar dentro dos limites de segurança e estávelRefração com e sem dilatação da pupila
Rotina e expectativasDireção à noite, tempo de tela, leitura e profissão ajudam a definir o ajuste de cada olhoConversa na consulta
Grau

Limites de grau: o que diz a literatura

Em relação ao grau, há duas referências, que aparecem separadas abaixo: os maiores graus tratados em um estudo publicado e a faixa do fabricante do equipamento.

Erro refrativoMaior grau tratado no estudo de Russo e colaboradores (2022)Faixa da ZEISS (marcação europeia CE, a mesma aplicada no Brasil)
Miopia, componente esférico-7,75 D (equivalente esférico máximo de -8,25 D)até -8,00 D
Hipermetropia, componente esférico+6,25 D (equivalente esférico máximo de +4,63 D)até +2,00 D
Astigmatismo associado à miopia-5,00 Daté 2,00 D
Astigmatismo associado à hipermetropia-5,50 Daté 2,00 D

Como ler a tabela:

  • O estudo. Russo e colaboradores acompanharam 139 pacientes (278 olhos), de 42 a 70 anos, por seis meses, em um único centro na Itália. A coluna mostra os maiores graus que entraram no estudo. O artigo relata os resultados por grupo e não apresenta separadamente os resultados dos graus mais altos.
  • O equivalente esférico. É uma forma científica de expressar o grau em um único número, somando o grau esférico com metade do astigmatismo. Ele aparece aqui porque, no grupo de hipermetropia do estudo, entraram olhos com astigmatismo misto, e o equivalente esférico mostra melhor o grau real tratado.
  • A faixa da ZEISS. É a faixa divulgada na página oficial do produto, segundo as diretrizes europeias (CE). Segundo a ZEISS no Brasil, os limites aplicados no país são os mesmos.

Importante: Nenhuma das duas colunas é um limite universal de indicação. A possibilidade de operar depende da avaliação individual e dos exames da córnea.

Contraindicações

Quando o Presbyond não é indicado

Nem todo paciente que tem um grau compatível com o Presbyond pode fazer a cirurgia. Algumas situações podem impedir o procedimento:

  • Córneas muito finas ou com alterações, como ceratocone e outras ectasias, ou histórico de transplante de córnea.
  • Cirurgias antigas nos olhos, especialmente as feitas com bisturi de diamante, como a ceratotomia radial, que podem comprometer a previsibilidade do tratamento.
  • Olho seco intenso, que pode prejudicar a qualidade da visão e a recuperação.
  • Catarata que já precisa ser operada, porque, nesses casos, a cirurgia de catarata costuma ser mais indicada.
  • Doenças da retina ou baixa visão importante, como histórico de descolamento de retina, atrofias da retina ou ambliopia severa, que podem limitar os resultados da cirurgia.
  • Glaucoma, que exige cuidado especial com o nervo óptico e com a pressão ocular.
  • Alguns tipos de estrabismo, porque o Presbyond depende de os dois olhos trabalharem bem em conjunto.
  • Dificuldade de adaptação à técnica, já que o Presbyond usa uma pequena diferença de foco entre os olhos para proporcionar visão de longe e de perto. Quem não tolera essa diferença, mesmo depois do teste de tolerância feito no consultório, não é um bom candidato.
  • Expectativas fora da realidade, como esperar uma visão perfeita em todas as situações, sem qualquer possibilidade de precisar de óculos.
  • Limites técnicos, quando o grau ou as características do olho ultrapassam os critérios de segurança e de indicação estabelecidos na literatura médica.

Importante: Por isso, estar dentro dos limites de grau é apenas o primeiro passo. A indicação depende de uma avaliação detalhada para entender se o Presbyond realmente é a melhor opção para cada paciente, priorizando a segurança e a qualidade da visão.

Alternativas

Se o Presbyond não for indicado

A avaliação também serve para mostrar outros caminhos. Para quem não pode ou não quer fazer o Presbyond, existem a lente intraocular, a monovisão com lente de contato e os óculos multifocais. As diferenças entre eles estão em Presbyond, lente intraocular ou monovisão: como decidir.

Experiência

A experiência da Dra. Ana com o Presbyond

A Dra. Ana Vega é certificada pela ZEISS para realizar o Presbyond. Ela já fez mais de 103 cirurgias de Presbyond e opera hoje de 8 a 12 casos por mês, em São Paulo e em São José dos Campos.

Saiba mais sobre a técnica em Presbyond com a Dra. Ana Vega.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre quem pode fazer o Presbyond

Pode ser avaliado. O Presbyond trata a presbiopia com ou sem miopia, hipermetropia ou astigmatismo associados. A indicação depende dos exames.

A idade sozinha não define. O que pesa é o estado do cristalino, da córnea e da saúde dos olhos.

Se a avaliação pré-operatória permitir, sim. Hoje, cerca de 30% dos pacientes de Presbyond da Dra. Ana Vega já tinham feito cirurgia a laser no passado. Isso é diferente das cirurgias que não foram feitas a laser, como a ceratotomia radial ou as feitas com bisturi de diamante, que são contraindicações ao Presbyond.

O olho seco intenso pode impedir, porque prejudica a qualidade da visão e a recuperação. Nos outros casos, a superfície do olho é avaliada na consulta.

Não. Estar dentro dos limites de grau é apenas o primeiro passo. A indicação depende da avaliação completa da córnea, da saúde dos olhos e da adaptação à técnica.

O atendimento da Dra. Ana Vega é particular, nas consultas e nas cirurgias. Depois da avaliação, a equipe orienta sobre os documentos para você consultar o seu plano sobre reembolso. O direito ao reembolso e o valor dependem do contrato de cada plano.

Saiba se o Presbyond é indicado para você

A forma de saber se o Presbyond é indicado para você é a avaliação completa. Nela, os exames mostram se a sua córnea, os seus olhos e a sua rotina combinam com a técnica, ou se outro caminho faz mais sentido.

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Referências e transparência

Fontes consultadas

  1. Russo A, Reinstein DZ, et al. J Refract Surg. 2022;38(5):288-297, Tabela 1. doi.org/10.3928/1081597X-20220323-01
  2. ZEISS Medical Technology. Página oficial do PRESBYOND, tabela de especificações (esfera de -8,0 D a +2,0 D; cilindro de 0 a 2,00 D, segundo as diretrizes CE). Faixa confirmada para o Brasil pela ZEISS em outubro de 2026.

Conteúdo escrito e revisado pela Dra. Ana Vega Carreiro de Freitas, médica oftalmologista, CRM-SP 188301, RQE 85160. Este conteúdo tem finalidade informativa e educacional, não substitui consulta médica e segue as diretrizes de publicidade médica do CFM (Resolução CFM nº 2.336/2023).

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Neste conteúdo

Dra. Ana Vega Carreiro de Freitas
CRM-SP 188301 | RQE 85160
Doutorado USP · Certificação ZEISS Presbyond
Oftalmologista no Tatuapé, São Paulo